Go Indie: Jogos independentes e energéticos

No último final de semana — de 29 de agosto a 31 de agosto —, aconteceu na PUC em São Paulo, mais a SP Jam 2014. Para quem não conhece, o evento é uma maratona de desenvolvimento de jogos independentes em que os participantes têm apenas 48 horas para isso. Os jogos podem ser tanto digitais quanto analógicos (mais conhecidos como board games) e as equipes devem ter ao menos um projeto pronto ao final do domingo.

Colei na PUC no sábado para ver como estavam indo as coisas. Nunca tinha ido em uma maratona de criação de jogos antes e estava bem esperançoso para saber como seria. Já conhecia de nome a SP Jam, a Super BR Jam e até a Global Jam e tinha muita curiosidade de como as coisas funcionavam e como seria o resultado do que era criado nesses lugares.

O evento começou na sexta-feira e, por isso, muita gente ali ainda não tinha dormido ainda — coisa bem comum de se acontecer durante essas maratonas. O que mais se via era energéticos, café e Coca-Cola, além, claro, de salgadinhos pra tudo quanto é lado. Acho que, por isso, a galera estava meio mal humorada e não tinha cara de quem curtia fazer novas amizades.

Me senti como um estranho no ninho! Conforme chegava próximo de algum grupo para ver a criação deles, eles se fechavam e viravam o rosto. Tudo muito estranho — parecia que era um intruso na festa deles. Quando, finalmente, conheci um dos organizadores: Alexandre Ribeiro, da Vortex Game Studios.

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Abre-te Sésamo!

Agora, com ele, era tudo mais fácil. Como se uma porta se abrisse para mim. Todo mundo falava comigo, me mostravam seus projetos e me colocavam pra testar cada um. Agora eu fazia parte da turminha! Conheci os caras que criaram Mr. Bree+ que também estavam por lá participando, e testei uns games muito legais. O tema deste ano era “contraste”, seja ele de cor, racial, social, o que quer que seja — cada participante escolheria.

Testei games interessantes, vi muitos artistas criando cenários e personagens lindos e cheios de personalidade e vi até um cara reclamando da função multitouch do celular “Multitouch é a mesma coisa que três mouses se mexendo na mesma tela!”. Mas a melhor parte foi poder ver os projetos analógicos que, ainda que poucos — só haviam sete equipes cadastradas —, eram extremamente criativos e divertidos.

Vi tabuleiros hexagonais sendo montados e um game que me lembrava muito o antigo “Não Entre Pelo Cano” que tive na minha infância — mas que parecia ser muito mais divertido. Fiquei com vontade de comprar eles ali mesmo, antes de serem finalizados.

1P Games SP Jam 2014 SPIN Jogos independentes

Parceria é a alma do negócio

Além disso, tinha gente da Microsoft ajudando os desenvolvedores a portarem seus jogos para a Loja do Windows e para o Windows Phone — alguém realmente usa WP? —, tinha uma galera da Studica com vouchers de desconto para a engine Unity 3D e uns caras do Flux Game Studio caçando estagiários para trabalhar.

Gostei muito de conhecer essa galera toda, principalmente os caras dos board games e o Alexandre que me abriu portas — valeu, Alê! E o melhor: para quem não pode comparecer, nesta próxima quarta-feira (3) alguns dos participantes estarão na SPIN mostrando seus projetos para o público que não pode ir ao SP Jam 2014. Eu, novamente, estarei lá para ver se agora, descansados, a recepção pode ser um pouco mais calorosa — ainda mais regada a cerveja e não a energéticos.

1p Games | SPIN Jogos Independentes

SPIN

Lugar: GIBI! – Rua Major Maragliano, 364 – São Paulo – Pertinho do metrô Vila Mariana
Quando: Quarta-feira – 3 de setembro
Horário: 19:00
Valor: Só paga o que consumir

Dayan Valente
Viciado em games e em música, vive se aventurando pelos jogos de computador. Sempre aumentando sua biblioteca do Steam, não consegue parar de comprar jogos de tiro e RPGs medievais.

Tem algo a dizer? Manda ver!