Análise de games – Titanfall

Como mudar algo tão saturado? Como convencer que as mesmas pessoas que mudaram para sempre o rumo dos FPS multiplayer com Call of Duty: Modern Warfare 2 podem fazer isso de novo? A Respawn, estúdio criado por figuras extremamente importantes da Infinity Ward, ironicamente com o apoio da EA, tentam responder essas perguntas com Titanfall.

LIBERDADE

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Armas como as que estamos acostumados e cenários com prédios e estradas destruídas que já vimos dezenas de vezes. Como deixar tudo isso diferente? Liberdade.

Pular de uma janela para a outra, dar pulos duplos com jetpack e saltar em titãs gigantes é mais interessante do que eu imaginava. A liberdade é absurda e a verticalidade do jogo leva a rapidez de Call of Duty a um nível completamente novo não só de diversão, mas de estratégia.

Conforme o básico é aprendido, o jogador é incitado a cada vez mais explorar o mapa e usá-lo ao seu favor, ao mesmo tempo que é algo simples, a infinidade de movimentos e táticas possíveis com esse aspecto colocam um ritmo mais inteligente à partida, especialmente com suas habilidades de invisibilidade, ver inimigos pela parede ou ter uma super velocidade.

STANDBY FOR TITANFALL

Mas afinal, e os titãs? A grande propaganda de Titanfall e o elemento que de fato mais chama atenção são os grandes robôs. Houve um trabalho impecável neles, para que a partida não fique muito poluída com as máquinas, para que eles sejam equilibrados e principalmente para que os jogadores que estão correndo pelo cenário também tenham chances de se divertir.

O titã pode ser controlado por inteligência artificial, mas controlar um é muito satisfatório e a sensação de poder é grande, pelo tamanho, pelas armas, movimentos e possibilidades.

Usar o arsenal avassalador do titã é de tirar o fôlego. Tirar seu inimigo do controle de um robô do time oposto e matá-lo nunca perde a graça. Usar as habilidades especiais de cada máquina é essencial.

É incrível como a Respawn conseguiu juntar pilotos correndo e pulando pelo mapa com seus jetpacks e titãs gigantescos com armas destruidoras com um equilíbrio quase perfeito.

MAIS DIVERSÃO, MENOS FRUSTRAÇÃO

Enquanto jogar Call of Duty sem ter experiência é extremamente irritante e estressante, Titanfall foi trabalhado para ser mais acessível, o jogo procura te recompensar por tudo que você faz e as informações aparecem grandes na tela com a finalidade de te deixar empolgado.

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Mesmo um jogador que não está se saindo tão bem na partida consegue se divertir, todo mundo pode conseguir um titã (mesmo assim, quanto melhor você for, mais rápido ele virá) e a jogabilidade é tão fluida que isso evita frustração.

Na sua primeira partida sua sensação de poder com o titã já será grande e explorar as diferentes rotas te deixa ocupado e engajado.

DOMINAÇÃO

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Titanfall chegou pra ficar. A expectativa em cima do título foi absurda e a Microsoft investiu muito no game com o objetivo de fazer com que ele seja, pelo menos por enquanto, a principal razão para ter um Xbox One.

O jogo é multiplayer e os momentos scriptados de “campanha” são muito tímidos e rápidos, o foco realmente é no multijogador e a ausência de um singleplayer não é um ponto negativo para nós fãs de uma boa partida online, porém para um game feito para vender um novo console é.

CONCLUSÃO

Titanfall tem um notável sucesso em tudo que se propõe a fazer. A grande liberdade e as incríveis batalhas entre titãs deixam tudo mais interessante e diferente, e os criadores do jogo novamente conseguiram inovar o estilo FPS, assim como fizeram Modern Warfare 2.

O título, principalmente pela ausência de um singleplayer, pode não ter um apelo tão claro para venda de consoles quanto Halo 3 foi no lançamento do Xbox 360, mas Titanfall é extremamente competente, divertido e singular, e se você é fã de jogos de tiro online definitivamente esse é um jogo que você precisa comprar.

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NOTA FINAL: 9.0

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Pedro Galani
Amante de jogos de ação, tais como Call of Duty, Rainbow Six, Splinter Cell e Counter-Strike. Teve inúmeras partidas inesquecíveis no FIFA 09, onde só escolhia o Arsenal. Também se divertiu demais fazendo memoráveis enterradas no NBA Ballers, do PS2. Sua real paixão é o mundo dos games, mas tem um "affair" com certas séries de TV, como Dexter, Breaking Bad e Sherlock (BBC).

2 Comentários on "Análise de games – Titanfall"

  1. Leonardo disse:

    Jogo sem dúvida é de mais, porém a conectividade com os servidores do jogo ainda é péssima, não só eu mais como vários brasileiros estão enfrentando lentidão ao jogar… Coisas que espero eu e pelo bem da humanidade rsrs sejam resolvidos o mais breve possível !!! Tirando esse pequeno grande problema, as funções e possibilidades do jogo são realmente espetaculares !!!

Tem algo a dizer? Manda ver!