Análise – Destiny

As chances de você simplesmente já ter julgado Destiny como uma obra prima sem ter nem jogado o título, são grandes. E eu não te culpo. A produtora é a Bungie, que está recheada de gênios por trás da série Halo, é de fato um jogo caríssimo de se fazer e recebemos toneladas de informações positivas dele nos últimos meses. É de se esperar muito mesmo. Após horas dentro desse extenso mas não muito variado universo de Destiny, pude tirar minhas próprias conclusões.

Destiny

Destiny

NÃO JULGUE UM LIVRO PELA CAPA

Desde o início fica muito evidente que Destiny é um jogo com uma casca de perfeição. Os gráficos são lindos e com cores muito vívidas, os cenários são bem montados, o áudio é caprichado, a jogabilidade é um show a parte já que é extremamente fluída, precisa e suave. As armas são interessantes e divertidas de usar e os monstros oferecem uma boa dificuldade, o que pode dar errado? Bem, algumas coisas. O problema é que dentro dessa fina porém chamativa camada de perfeição, mora um jogo que frequentemente parece incompleto e sem criatividade.

Os gráficos de Destiny são lindos, mas... O jogo frequentemente parece incompleto e sem criatividade

Os gráficos de Destiny são lindos, mas… O jogo frequentemente parece incompleto e sem criatividade

Por exemplo, em missões de Ataque ou História, o game te deixa embarcar nesse universo com um ou dois amigos, em geral, essas missões têm a mesma ideia básica: espere pelo seu robô para que identifique e hackeie uma porta para você, enquanto isso, você usa seu lindo arsenal contra alienígenas muito bem trabalhados e geralmente enfrenta um chefe que parece desafiador no começo mas depois fica chato de tanta vida que tem. Quando o último inimigo é morto, a porta é aberta e é liberado o caminho para a próxima área, provavelmente muito semelhante e sem grandes destaques.

MUNDO QUASE ABERTO

Destiny esbarra em um erro muito cometido por jogos de mundo aberto atuais. A questão é que fazer um game com um vasto universo é uma tarefa exigente e que precisa de muita criatividade para que não se torne repetitivo. O problema é que Destiny infelizmente se torna repetitivo. As tarefas são redundantes, os caminhos são parecidos, os cenários se repetem, as armas dos alienígenas não podem ser usadas, enfim, depois de algumas horas vai cansando ver o mesmo cânion 5 vezes numa jogatina ou a mesma caverna em toda nova missão.

Destiny esbarra em um erro muito cometido por jogos de mundo aberto atuais

Destiny esbarra em um erro muito cometido por jogos de mundo aberto atuais

A história tem um bom começo e promete muito, o que é um ponto positivo já que o foco do game claramente não é esse. O enredo não é memorável e é melhor que você nem se incomode em ligar para ele, mas funciona como um bom pretexto para as missões. Para fãs de uma trama complexa, extensa e mitológica, é uma pena, Destiny está longe de ser digno de um livro ou filme.

TODOS CONTRA TODOS

Se nas missões lineares Destiny não consegue brilhar, no competitivo o jogo se sai muito bem. A Bungie abusou de sua maestria em fazer mapas e criou arenas inteligentes, divertidas e variadas para suportar as emocionantes batalhas 6×6 do jogo.

A Bungie abusou de sua maestria em fazer mapas e criou arenas inteligentes, divertidas e variadas para suportar as emocionantes batalhas 6x6 do jogo.

A Bungie abusou de sua maestria em fazer mapas e criou arenas inteligentes, divertidas e variadas para suportar as emocionantes batalhas 6×6 do jogo.

Há muitas opções para armas e equipamentos novos, a jogabilidade é tão fluída quanto no resto do jogo e há um satisfatório número de modos de jogo, todos funcionando muito bem. O competitivo se provou uma maneira interessante de subir de nível e expandir o arsenal do jogador, já que é bastante competente.

CONCLUSÃO

Destiny se apresenta como uma obra de arte, já que toda sua fundação é muito bem trabalhada e logo de cara te enche os olhos com gráficos maravilhosos, jogabilidade fluída e ótima qualidade sonora. Como dito anteriormente, é uma fina camada de perfeição que envolve uma experiência com altos e baixos, marcada por missões cooperativas repetitivas e sem criatividade, porém sem esquecer do excelente competitivo.

Destiny é uma fina camada de perfeição que envolve uma experiência com altos e baixos, marcada por missões cooperativas repetitivas e sem criatividade, porém sem esquecer do excelente competitivo.

Destiny é uma fina camada de perfeição que envolve uma experiência com altos e baixos, marcada por missões cooperativas repetitivas e sem criatividade, porém sem esquecer do excelente competitivo.

Em suma, o que falta em Destiny é alma. É uma capa quase perfeita para um conteúdo que não é ruim mas não merece ficar na memória dos jogadores por muito tempo.

NOTA FINAL: 7.0

Corre na Your Games se você ainda não jogou Destiny, a mídia digital está saindo R$ 55,00!

1PGames –  A melhor rede de conteúdo gamer do Brasil 

Pedro Galani
Amante de jogos de ação, tais como Call of Duty, Rainbow Six, Splinter Cell e Counter-Strike. Teve inúmeras partidas inesquecíveis no FIFA 09, onde só escolhia o Arsenal. Também se divertiu demais fazendo memoráveis enterradas no NBA Ballers, do PS2. Sua real paixão é o mundo dos games, mas tem um "affair" com certas séries de TV, como Dexter, Breaking Bad e Sherlock (BBC).

Tem algo a dizer? Manda ver!