Análise de games – Wolfenstein: The New Order

The New Order nasceu de um casamento inesperado: Nas mãos da Machine Games, um estúdio recém-criado (embora tenha apenas veteranos no time, que trabalharam em títulos como The Darkness), está Wolfenstein, a franquia mais antiga da id Software e pioneira no estilo de tiro em primeira pessoa. O desafio é trazer um forte ar old school (como do primeiro jogo dos anos 80) para a nova geração, sem abrir mão de um enredo interessante e bem contado.

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BASTARDOS INGLÓRIOS

O ano é 1960 e os nazistas tomaram o controle do mundo, cidades que uma vez foram bonitas transformaram-se em locais urbanizados, cinzas e controlados por tropas Nazi composta por robôs. Esse é o “passado futurístico” de Wolfenstein: The New Order, dentro de um ambiente em que a existência dos oprimidos realmente parece inútil.

Wolfenstein The New Order 2

O soldado B.J. Blazkowicz, já visto em games anteriores, se vê no dever de resistir e salvar o que ainda resta. The New Order te joga de cabeça num mundo sci-fi extremamente expressivo, bem construído, coerente e com uma ambientação nazista profunda e admirável, misturando momentos sombrios e humor negro. Blazkiwicz nasceu pra matar nazistas.

MATANÇA

O jogo possui um arsenal vasto e é possível carregar muitas armas consigo, como nos velhos tempos. A gama de armas não apresenta nada de novo ou revolucionário como fez Half-Life com a Gravity Gun, mas há tempos que não me divertia tanto com uma arma virtual. Lembrando é claro os antigos Wolfensteins e outros títulos como 007 GoldenEye, Unreal Tournament e Duke Nukem.

A jogabilidade é arcade na medida certa. Não espere realismo aqui, é possível atirar como um maluco com armas absurdamente pesadas ou em alguns casos até atirar com duas delas ao mesmo tempo, mas as animações muito bem feitas e a inteligência artificial que não é perfeita mas quebra um bom galho estão lá para te lembrar que o título pertence merecidamente à nova geração.

Wolfenstein The New Order 3

Saindo um pouco do assunto das armas e indo para a jogabilidade com ênfase no level design, o game também não decepciona, as fases são bem projetadas, sua movimentação é fluida e há um moderado nível de liberdade em campos abertos. O design das fases também permite sequências de eliminações furtivas em momentos nos quais sua única arma é uma faca.

NOVOS ARES

The New Order tem sucesso em manter a saga Wolfenstein viva. Elementos modernos foram adicionados e são muito bem-vindos e elementos antigos foram mantidos a fim de preservar a experiência original. Cenas dramáticas e com um tom triste adicionam um pouco mais de profundidade à história que mesmo sem ser tão complexa, é bem encaixada e serve perfeitamente como plano de fundo para a belíssima jogabilidade do título.

Wolfenstein The New Order 4

Destaque para o sistema de perks (como em Call of Duty) que funciona relativamente bem e para as boss battles (batalhas contra chefes) que são difíceis e complicadas mas nunca frustrantes.

CONCLUSÃO

Wolfenstein The New Order

Wolfenstein: The New Order traz muita bagagem de décadas passadas, fazendo com que seja um “jogo difícil de se dar nota 10″. Mas se você, como eu, lembrar da tradição da franquia e ajustar sua percepção para levar em conta que se trata de um jogo arcade, fica mais fácil perceber que o título encontrou o balanceamento perfeito entre elementos old school e modernos, sendo digno de ser lembrado como um autêntico game da série Wolfenstein.

NOTA FINAL: 10.0

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Pedro Galani
Amante de jogos de ação, tais como Call of Duty, Rainbow Six, Splinter Cell e Counter-Strike. Teve inúmeras partidas inesquecíveis no FIFA 09, onde só escolhia o Arsenal. Também se divertiu demais fazendo memoráveis enterradas no NBA Ballers, do PS2. Sua real paixão é o mundo dos games, mas tem um "affair" com certas séries de TV, como Dexter, Breaking Bad e Sherlock (BBC).

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