Análise de games – Watch Dogs

Muitos atrasos, muito marketing e principalmente, muita expectativa. Afinal, a espera valeu a pena? Watch Dogs é ou não um Grand Theft Auto com um smartphone faz-tudo?

Imagem de Amostra do You Tube

MÁGICOS MODERNOS

“Nós somos os mágicos do mundo moderno”. É com essa fala que se inicia o jogo e é isso que nós esperávamos. Controlar tudo a todo momento de forma inteligente e dinâmica, felizmente, é isso que Watch Dogs proporciona.

Watch Dogs

Watch Dogs se aproveita da paranoia moderna em relação à privacidade.

O protagonista é Aiden Pearce, uma espécie de mercenário que rouba informações, dinheiro e qualquer outra coisa desde que seja pago. Ele acaba descobrindo mais do que deveria e como consequência sua sobrinha Lena é morta, atraindo-o para uma conspiração envolvendo a Blume Corporation, detentora do ctOS, uma poderosa ferramenta de espionagem e controle.

Watch Dogs

O ambiente do jogo em diversos momentos é cheio de tons escuros, com um ar mais sério.

Aiden utiliza uma arma memorável que com certeza ficará na história dos videogames: seu smartphone. Com o aparelho em mãos todos os rostos e dispositivos de Chicago viram pontos de interesse, permitindo uma manipulação incrível do ambiente. Acessar câmeras de segurança, ver históricos criminais e identificar pedófilos no meio da multidão são só algumas das funções do smartphone. Você está tão presente no mundo virtual quanto no físico.

FOCO

Em sua trama, Watch Dogs apresenta muitos personagens interessantes (embora todos muito estereotipados), mas perde o foco com frequência. Em diversos momentos, as cutscenes apresentam cenas dramáticas com um tom mais sério, mas os personagens nunca são profundos o suficiente, fica a sensação de um mal aproveitamento.

Personagens Watch Dogs

A variedade de personagens é grande, a consistência… nem tanto.

O enredo se perde também nos vilões. São tantos e com tantas razões diferentes que fica difícil saber quem é o grande inimigo e com o tempo o jogador vai deixando essa parte de lado, desviando a atenção exclusivamente para a jogabilidade. Uma pena.

CHICAGO CIBERNÉTICA

Chicago está grandiosa e detalhada. O mundo realmente é aberto e vivo, recheado de minigames e outras distrações divertidas, com um merecido destaque para o minigame em que você controla uma aranha robótica que passa por cima de carros e causa caos na cidade.

Watch Dogs

Minigames e outros pequenos detalhes garantem uma ou duas horas extras de diversão.

À parte disso, o título nos dá… o suficiente. As missões (primárias e secundárias) estão bem dosadas e interessantes e o ambiente como um todo foi representado de forma inteligente e digno de um sandbox. Mas Watch Dogs acha seu grande diferencial nos combates e no uso do smartphone de Aiden.

PLAYGROUND

A jogabilidade de Watch Dogs é o aspecto que faz o game se sobressair. É o que difere ele de qualquer outro jogo de mundo aberto que já vimos. O combate é como um quebra-cabeça a todo momento pois mescla momentos frenéticos com ataques furtivos e a constante necessidade de brincar com seu smartphone que explode granadas e desliga as comunicações de seus inimigos. Apesar de tudo isso, o título deve um pouco no controle de veículos que pode se tornar levemente problemático e impreciso.

Watch Dogs

O sistema de cover funciona bem e seu arsenal é bem variado.

Especialmente no quesito jogabilidade, o game é um mix de Splinter Cell, GTA e Assassin’s Creed que proporciona uma experiência recompensadora, divertida e singular.

CONCLUSÃO

Watch Dogs

Watch Dogs tropeça mas não cai.

Watch Dogs em diversos momentos mostra que toda a espera valeu a pena. O jogo tropeça em alguns aspectos como o enredo bagunçado e na dirigibilidade dos veículos que não está perfeita, mas é tudo uma questão de foco. Quando o título encontra seu maior ponto forte, o sistema inteligente de combate, fica claro que Watch Dogs é diferente do resto e pode ser considerado como o título mais completo da nova geração até agora.

Fãs de um bom jogo de mundo aberto ficarão satisfeitos e os novatos do gênero também são bem-vindos e devem encontrar aqui uma excelente experiência. E se mesmo assim você ainda quiser fazer uma comparação com Grand Theft Auto, chame Watch Dogs de “GTA cibernético”.

NOTA FINAL: 8.5

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Pedro Galani
Amante de jogos de ação, tais como Call of Duty, Rainbow Six, Splinter Cell e Counter-Strike. Teve inúmeras partidas inesquecíveis no FIFA 09, onde só escolhia o Arsenal. Também se divertiu demais fazendo memoráveis enterradas no NBA Ballers, do PS2. Sua real paixão é o mundo dos games, mas tem um "affair" com certas séries de TV, como Dexter, Breaking Bad e Sherlock (BBC).

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