Análise de games – The Elder Scrolls Online

Difícil se esquecer da época em que Skyrim foi lançado. Final de 2011, no mundo dos games era o assunto da vez, meses e meses de milhões de jogadores pelo mundo se dedicando àquele universo que parecia sem fim. No embalo disso tudo foi anunciado The Elder Scrolls: Online, e será que ele faz um bom trabalho?

Imagem de Amostra do You Tube

JOGO NOVO, AMBIENTE VELHO

Você, caro aventureiro, está de volta em Tamriel. O continente está bem representado com bonitos detalhes e foi feito com dedicação por parte da produtora. Embora detalhado, o universo em que jogamos é grande, é muito… muito grande. Mas isso tem seu preço: a repetição. Talvez de forma quase inevitável, seus objetivos se repetem bastante e costumam ser semelhantes.

O jogador começa como um prisioneiro, assim como visto em Skyrim. A variedade de raças é grande e as opções de customização não te deixam na mão, cada personagem é singular já que as possibilidades no quesito aparência de seu guerreiro são muito grandes.

The Elder Scrolls Online (1)

Há diversas raças (como Redguard e Breton) e 3 facções que têm relação com a história de fundo do jogo, que é apenas um detalhe perante à experiência em geral.

RITMO

Aproveitando-se do gênero MMORPG e do vasto continente em que o jogo te coloca, temos grande liberdade para fazer missões não necessariamente numa ordem predeterminada, decidir onde e como vamos caçar e até mesmo se o nosso mago ao invés de atacar de longe usará um par de espadas contra certos inimigos.

The Elder Scrolls Online (2)

O modo PvP (jogador contra jogador) também está presente mas não merece grande destaque, os combates costumam acontecer em áreas muito abertas e acessíveis, ou seja, uma luta se mistura com a outra e embora seja algo interessante de se ver de longe, pra quem está lutando é deveras frustante.

VISUAL DEFASADO

Por um lado, a trilha sonora está impecável como já é tradição nos The Elder Scrolls da vida e além disso a dublagem também é excelente.

The Elder Scrolls Online (3)

Porém, por outro lado, os gráficos estão defasados, é um visual bonito pro final da década passada mas ainda não está no nível next-gen. Eu sei o que os fãs de MMO estão pensando, o conteúdo é a parte importante e os gráficos não são de grande relevância e isso não deixa de ser verdade, realmente a parte central de um MMO está em suas missões, no universo e nos jogadores.

INTERAÇÃO ONLINE

The Elder Scrolls Online (4)Até essa parte da análise você deve estar ainda meio em dúvida onde exatamente TESO acerta e onde erra. Talvez esteja concluindo que é um bom jogo que tem algumas falhas pequenas e que serão superadas. Mas agora a coisa muda. É na parte de interação online que o título acaba pisando mais na bola.

Sabe quando eu disse que você tem a liberdade de levar seu personagem pro caminho que quiser? Como por exemplo um mago usar espadas e partir para o corpo-a-corpo ou uma raça extremamente forte ficar na defesa só curando os amigos? Aqui mora um problema sério com a experiência do game.

Essa liberdade não está bem equilibrada, por isso, uma das partes principais de um MMO, a experiência em grupo, é sofrível no jogo. Aquele esquema de usar um tank na frente pra absorver os danos, outros jogadores lançando magias e outros no suporte aqui não funciona, vira uma bagunça porque ninguém sabe ao certo o que fazer com seu personagem. Entrar em dungeons com desconhecidos e sem comunicação é um grave erro que resultará em mortes e frustração.

CONCLUSÃO

Não, The Elder Scrolls Online não é um fracasso total. Só que ele está sempre acertando e errando.

The Elder Scrolls Online

Há uma infinidade de missões para se fazer e várias são divertidas, mas há um número de quest repetidas ou muito semelhantes que incomoda. O mundo é muito vasto mas isso resulta em mais repetição. A liberdade é grande mas isso causa grande confusão pois os jogadores não definem uma função fixa para seus personagens. O sistema de batalha funciona mas os PvPs não.

Além de todos esses erros que deveriam ser evitados pela equipe uma vez que outros grandes MMOs como Guild Wars 2 já fizeram escola de como ser competente nesses aspectos, o game conta com aquele velho sistema World of Warcraft de assinatura, a cada 30 dias é necessário pagar 15 dólares para continuar jogando, o que em pleno 2014, convenhamos, é um saco.

NOTA FINAL: 6.5

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Pedro Galani
Amante de jogos de ação, tais como Call of Duty, Rainbow Six, Splinter Cell e Counter-Strike. Teve inúmeras partidas inesquecíveis no FIFA 09, onde só escolhia o Arsenal. Também se divertiu demais fazendo memoráveis enterradas no NBA Ballers, do PS2. Sua real paixão é o mundo dos games, mas tem um "affair" com certas séries de TV, como Dexter, Breaking Bad e Sherlock (BBC).

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