Análise de games – Mario Kart 8

Mario Kart 8 faz exatamente a mesma coisa que seus antecessores, e isso não é uma reclamação. Acelerar com personagens da Nintendo fazendo drift por trajetos novos e alguns já conhecidos nunca foi tão divertido.

Imagem de Amostra do You Tube

POLE POSITION

Antes de partir para a corrida, como sempre, você escolhe um entre 30 pilotos da série Mario, desde os mais clássicos até alguns dos Koopalings, que fazem parte dos capangas de Bowser, passando por versões bebê de Mario, Luigi, Peach e Daisy. A seleção de personagens é satisfatória, mas as versões baby desempenham de forma muito similar comparadas à suas versões “adultas”. Talvez pilotos mais inusitados apareçam em breve via DLC, já que alguns como Nabbit e Dry Bones seriam boas adições por serem figuras mais obscuras e menos exploradas.

As versões “baby” trazem poucas novidades para a jogabilidade.

Depois dessa seleção é possível montar seu carro em três etapas, escolhendo o carro, suas rodas e o glider para momentos em que você precisa voar. Parece simples, e é mesmo, entretanto, é uma das coisas que temos de forma mais profunda no jogo, já que essas opções simplórias ganham complexidade uma vez que as possibilidades de combinações são quase infinitas, incentivando um processo de tentativa e erro por parte dos jogadores.

VELOZES E FURIOSOS

Não importa quem você escolheu para participar da corrida ou que carro usará, é necessário dominar o drift. Como outros fatores presentes no título, o recurso é simples mas fundamental para uma boa corrida, já que derrapar gera pequenos impulsos de velocidade e te possibilita uma chance de estar em primeiro lugar, já que nas dificuldades intermediárias e difíceis o jogo não perdoa. Essa mecânica já existe há muito tempo, mas é em Mario Kart 8 que o drift aparece como deveria e é extremamente importante para garantir um bom desempenho.

Os trechos com a mecânica antigravitacional são muitos bem-vindos.

Há uma grande seleção de novas fases assim como algumas retrô igualmente divertidas e interessantes. As partes antigravitacionais merecem destaque por trazerem uma mudança sutil porém divertida e muito bacana de se assistir nos replays. Outro grande destaque fica nos atalhos, que pela primeira vez na série são essenciais principalmente em partidas online.

ZERO KILÔMETRO

Em uma palavra, o visual do título pode ser definido como deslumbrante. Dos carros às pistas, parece tudo muito novo, brilhante, colorido e belo. O jogo roda suavemente a uma taxa fixa de 60 quadros por segundo numa resolução de 1080p, apenas sacrificando esses atributos quando há uma corrida em tela dividida entre 4 jogadores locais, aí a taxa de FPS cai para 30, sem quedas e com qualidade aceitável.

Mario Kart 8 é um dos poucos jogos dessa década a ter multiplayer local.

É um jogo de corrida, e como todo jogo de corrida, temos o replay. A diferença aqui é que o replay é tratado como uma diversão à parte por ser recheado de opções interessantes, entre elas a belíssima câmera lenta (slow motion) que dá um ar quase cinematográfico para seus melhores momentos, também contando com a opção de upload para o YouTube.

KILLER APP

Com a notícia de que Mario Kart aumentou as vendas do Nintendo Wii U numa taxa impressionante de 600%, parece que o título é um divisor de águas e que é quase infinito. Usando termos mais apropriados para esse indústria, o game seria um “killer app”, ou seja, um jogo tão bom e tão completo que é capaz de vender os consoles só por existir (como Halo no caso do Xbox e God of War no Playstation). É uma falsa impressão. O título tem todos os méritos do mundo, mas falta conteúdo extra para continuarmos jogando-o. Os principais desbloqueáveis são habilitados muito rápido e o modo online é bom mas não perfeito.

A incrível diversão proporcionada pelo jogo, infelizmente tem limite.

Falando em online, o recurso está presente de forma sólida em Mario Kart 8, mas não é completo como deveria. Não há lags, achar partidas é fácil e competir com outros jogadores é divertido, mas faltam recursos como o chat entre amigos que simplesmente não existe.

CONCLUSÃO

Mario Kart 8 dá o maior salto na franquia desde a era do Nintendo 64, não trazendo mudanças massivas para a fórmula, mas refinando-a não só na jogabilidade como também nos gráficos que estão obscenos de tão bonitos. É provável que não dure para sempre pela falta de extras para aumentarem seu tempo de jogo, mas enquanto durar será divertido, interessante e mágico.

O título é excelente e mantém viva a franquia Mario Kart.

22 anos de franquia e a Nintendo não se cansou de Mario Kart. Nós também não.

NOTA FINAL: 9.0

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Mario Kart 8 está belíssimo!

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Pedro Galani
Amante de jogos de ação, tais como Call of Duty, Rainbow Six, Splinter Cell e Counter-Strike. Teve inúmeras partidas inesquecíveis no FIFA 09, onde só escolhia o Arsenal. Também se divertiu demais fazendo memoráveis enterradas no NBA Ballers, do PS2. Sua real paixão é o mundo dos games, mas tem um "affair" com certas séries de TV, como Dexter, Breaking Bad e Sherlock (BBC).

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